O SIM foi implantado oficialmente pelo Ministério da Saúde em 1975, sendo o mais antigo sistema de informação em saúde do país. Desenvolvido pelo DATASUS (Departamento de Informática do SUS), o sistema foi criado para superar a fragmentação dos dados de mortalidade que até então eram baseados apenas em registros cartorários, permitindo análises epidemiológicas consistentes e oportunas.
No Espírito Santo, a implantação do SIM acompanhou o cronograma nacional, consolidando-se gradualmente em todos os 78 municípios do estado. O sistema tem apresentado melhoria contínua na qualidade e completude dos dados, tornando-se referência para análise da situação de saúde estadual.
Monitorar continuamente os óbitos e identificar tendências, padrões de mortalidade e causas de morte evitáveis na população.
Fornecer dados estratégicos para elaboração de políticas públicas, priorização de ações e alocação de recursos em saúde.
Avaliar o impacto de intervenções em saúde e a efetividade de programas através da análise de indicadores de mortalidade.
Disponibilizar base de dados robusta para estudos epidemiológicos, demográficos e de saúde pública em diversos níveis.
No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) coordena o SIM através do Núcleo Especial de Sistemas de Informação em Saúde (NESIS), garantindo a implantação, manutenção e qualidade dos dados em todos os municípios capixabas, com atenção especial à investigação de óbitos e à melhoria da qualidade das informações.
A Declaração de Óbito é o documento padronizado e obrigatório para o registro de todos os óbitos ocorridos no território nacional. A DO possui validade legal, é numerada e controlada, sendo fundamental para a emissão da Certidão de Óbito e para as estatísticas de mortalidade do país.
Médico preenche a Declaração de Óbito com dados do falecido e causas da morte. A DO é emitida em três vias com finalidades específicas.
As causas de morte são codificadas, seguindo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A Declaração de Óbito é digitada no sistema do SIM, passando por críticas de consistência. Óbitos com causas mal definidas ou de interesse epidemiológico são sinalizados para investigação.
Óbitos infantis, maternos, fetais e mal definidos são investigados para identificar fatores evitáveis e subsidiar ações de vigilância. As investigações complementam as informações da DO.
Através do SISNET, os dados são transmitidos de forma segura do nível estadual para o federal. Podendo posteriormente, cada município fazer a retroalimentação dos óbitos de ocorrência e residência.
Os dados consolidados são analisados e disponibilizados publicamente através do TABNET e outras ferramentas, gerando indicadores e estatísticas vitais para gestão e pesquisa em saúde.
O SIM permite o cálculo e acompanhamento de diversos indicadores fundamentais para avaliação da situação de saúde da população:
O ambiente do SIM é restrito e protegido, garantindo a confidencialidade dos dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O acesso é concedido mediante cadastro formal.
Responsável pelo cadastro e gestão de usuários estaduais. Acesso total ao sistema nacional e gestão de perfis de acesso.
Cadastra e gerencia usuários estaduais, regionais e municipais. Acesso aos dados de todo o estado e responsabilidade pela qualidade das informações.
Suporte técnico aos municípios da região. Acesso limitado aos dados dos municípios sob sua jurisdição para monitoramento e apoio.
Responsáveis pela distribuição e coleta das DOs, investigação, qualidade e envio dos dados. Acesso restrito aos dados municipais.
Profissional deve estar formalmente vinculado ao serviço de saúde ou vigilância
Demonstração clara da necessidade de acesso para suas atribuições
O SIM é fundamental para identificar óbitos evitáveis, especialmente fetais, infantis e maternos, permitindo a implementação de ações preventivas e corretivas. A análise sistemática das causas de morte orienta políticas públicas e intervenções específicas.
O sistema permite conhecer o perfil de mortalidade da população, identificando as principais causas de morte por faixa etária, sexo e região geográfica, fundamentando o planejamento em saúde.
Através dos dados do SIM é possível acompanhar a evolução da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis, avaliar tendências e impacto de intervenções preventivas.
Fonte: DATASUS/MS - Ministério da Saúde | Gestão Estadual: NESIS-SESA-ES | © 2026 Governo do Estado do Espírito Santo